Novos estudantes do noturno se surpreendem com curiosidades da história do CEP 06/08/2024 - 21:16

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Jovensky Bun Charles é da República Dominicana. Está radicado no Brasil há quase 15 anos. Neste semestre, ingressou no Colégio Estadual do Paraná, no curso de Técnico em Saúde Bucal, modalidade subsequente ao ensino médio, período noturno.

Ele foi um dos participantes, ao lado de colegas do mesmo curso, e também de estudantes do Técnico em Teatro e do Técnico em Edificações, da palestra “Pertencimento e identidade”, promovida pelo Centro de Memória do CEP a essas três turmas que recém iniciaram as aulas. A atividade ocorreu na noite desta terça-feira, 6 de agosto.

Os e as estudantes não esconderam o semblante de surpresa e admiração diante dos fatos e curiosidades que marcam os 178 anos do CEP. “É gratificante estar aqui nesta instituição, de tanta história”, declarou Jovensky. Ao seu lado, Jéssica Francine de Oliveira Pereira, também do Saúde Bucal, acrescentou: “é muito importante conhecer toda essa história”.

Entre os pontos destacados pela professora Cleusa Maria Fuckner, coordenadora do Centro de Memória e que ministrou a palestra, a lista de hoje personalidades que estudaram no CEP foi um dos que mais chamou a atenção. Aluna do Técnico em Teatro, Alanis Kujavski, por exemplo, gostou de saber que sua atual professora do curso, Tina, deu aula para a atriz Marjorie Estiano.

Uma das lendas – a da escultura do pátio – igualmente intrigou os participantes da palestra. Conforme explicou Cleusa, a lenda diz que quem passa por baixo da escultura (situada na direção do Campus Reitoria da Universidade Federal do Paraná, UFPR) com livros em mãos, entra na universidade. 

Recentemente, um grupo de ex-estudantes do CEP hoje na UFPR veio fazer uma foto em testemunho à veracidade da lenda. “Mas não adianta estar com os livros em mãos e não ler, hein? Tem que ler os livros”, ressalvou a professora à plateia que demonstrava otimismo com a lenda.

Cleusa contou ainda sobre instituições e movimentos que “nasceram do CEP”. Entre eles, a Biblioteca Pública do Paraná, a atual Rádio e Televisão Educativa, o festival de teatro e a oficina de música de Curitiba e mobilizações do Diretas Já (movimento de 1984 que reivindicava eleições diretas para a Presidência da República, até então vetadas pela ditadura).

Para Alanis Kujavski, a excelência e o protagonismo do CEP despertam pertencimento e identidade, como se refere o nome da própria palestra. “O CEP cria um sentimento de ‘patriotismo’ pelo colégio. A melhor época da minha vida foi quando fiz aqui o ensino médio, entre 2020 e 2022”, revela a hoje estudante de Técnico em Teatro.