Estudante garante bom desempenho nas Olimpíadas Brasileiras de Astronomia 03/08/2016 - 16:10
Com 13 anos de idade, o estudante Fellipe Picetskei dos Santos, do 9º. Ano do Ensino Fundamental no Colégio Estadual do Paraná (CEP), surpreendeu a todos ao garantir a nota 9,55 na última edição das Olímpiadas Brasileiras de Astronomia, realizada em maio deste ano. O aluno em destaque atendeu ao curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica, ofertado pelo Observatório Astronômico e Planetário do colégio (OACEP). O curso é oferecido aos alunos do último ano do Ensino Fundamental e também aos estudantes do Ensino Médio.
“O bom desempenho do Fellipe é resultado de sua assiduidade às aulas ministradas no clube de astronomia do colégio, onde também demonstrou seu interesse e curiosidade pelos assuntos relacionados à astrofísica”, diz o professor Amauri Pereira, que também é físico e astrônomo. “Ele tem potencial para representar o Colégio Estadual do Paraná em seletivas internacionais de astronomia”, acrescentou.
Seja em competições ou na escola, Felipe demonstra a sua real vocação para o estudo do Espaço Sideral, obtendo bom desempenho ao demonstrar seu amplo conhecimento sobre as localizações planetárias, cálculos astronômicos e outros assuntos que requer leitura técnicas e cientifica. “O estudo da astronomia e astrofísica sempre me atraiu e quero seguir carreira nesta área da ciência”, afirma o estudante.
Ele explica que o seu interesse pelo Universo começou quando tinha apenas seis anos de idade, quando ganhou o seu primeiro par de binóculos. “Minha mãe conta que eu não tirava os olhos do céu, já tentando identificar as estrelas e outros astros que observava no horizonte”, relembra. Aos 10 anos ganhou a sua primeira luneta, que chegou como um presente da mãe, que era professora de Geografia, para incentivar o filho interessado pelos assuntos de Astronomia.
Fellipe tornou-se autodidata e passou, por conta própria, a procurar por informações em livros e textos científicos publicados na internet. Acabou também ganhando apoio de professores e amigos que começaram a repassar material técnico para leitura. Um dos amigos na ocasião foi João Paulo Lourenço (o Seu Dante), antigo funcionário e voluntário junto ao atendimento técnico do Colégio Estadual do Paraná.
“Logo percebi o interesse do Fellipe e passei a compartilhar com ele as minhas revistas cientificas e alguns resultados de pesquisas que foram realizadas por estudiosos do mundo inteiro”, afirma amigo Dante que, na época, convidou o estudante para conhecer um aparelho que ele próprio havia desenvolvido para detectar raios de alta frequência. Juntos passaram a estudar os Raios Cósmicos, um assunto de interesse comum que ajudou a selar ainda mais essa amizade.
Telescópio – O apoio maior veio com um aparelho especial dado pelo amigo Dante, que presenteou o estudante com um telescópio. “Este presente foi na verdade uma prova de confiança e o meu sincero reconhecimento pelo esforço demonstrado por este jovem cientista”, diz Seu Dante. Para Felipe, um item de valor sentimental imensurável e de fundamental importância para continuar os estudos.
Com o telescópio, Fellipe pode então buscar por mais informações e detalhes que se somaram ao conhecimento já adquirido. “Foi um grande presente que guardo com muito carinho e que me possibilita todos os dias estudar e descobrir coisas novas”, diz o aprendiz com gratidão.
Ao falar dos Raios Cósmicos, Fellipe conta que as altas frequências chamam pela sua atenção por se tratarem de um fenômeno físico já conhecido pela ciência, porém com poucas informações sobre suas origens e consequências de suas atividades. “São consideradas radiações de altura com frequências específicas e cargas neutras, que lhes conferem a capacidade para transpassar o planeta e continuar viajando pelo universo”, explica.
Ao revelar o seu sonho para o futuro, ele confessa sua vontade de se tornar cientista com formação em uma grande universidade de astronomia de reconhecimento internacional. “Quero dar continuidade aos estudos em astrofísica e tenho como meta trabalhar em grandes observatórios do mundo”, revela. Para amigos, professores e familiares do estudante, não sobram dúvidas de que Fellipe terá um futuro brilhante, com o mesmo brilho das estrelas do céu que desde muito cedo já chamavam pela sua atenção.


