Dia da Matemática, 6 de maio 05/05/2011 - 16:30

 

O dia 6 de maio é considerado como o “Dia da Matemática” ou “Dia do Matemático”, a partir de um decreto da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Essa data foi definida como forma de homenagear o escritor e professor Júlio César de Mello e Souza nascido no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1895 e falecido num hotel de Recife no dia 18 de junho de 1974, após mais uma de suas inúmeras palestras.

Professor e escritor de contos e romances, Júlio de Mello e Souza não tem a mesma fama de seu heterônimo: Malba Tahan.

Júlio César passou sua infância na cidade de Queluz, em São Paulo. Seu pai era professor de ensino fundamental. Em 1905, retornou ao Rio de Janeiro para estudar no Colégio Militar e no Colégio Pedro II. A partir de 1913, passou a frequentar o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica. Em 1918 começou a escrever para o jornal “O Imparcial” sob o pseudônimo R. S. Slade.

Graduou-se como engenheiro civil na Escola Politécnica e como professor na Escola Normal. Lecionou no Colégio Pedro II e na Escola Normal as disciplinas de História, Geografia e Física, até se fixar definitivamente como Professor de Matemática. Trabalhou também no Instituto de Educação e na Escola Nacional de Educação.

Em 1925, passou a escrever contos no estilo das “Mil e Uma Noites” para o jornal carioca “A Noite”, como Malba Tahan. Esse pseudônimo origina, então, o escritor Malba Tahan (Ali Yezid Izz-Edin Ibn Salin Hank Malba Tahan).

Essa outra personalidade teria nascido na aldeia de Muzalit, próxima a Meca, em 6 de maio de 1885 e feito seus estudos no Cairo e em Istambul. Após a morte de seu pai, recebera vultosa herança e viajara pela China, Japão, Rússia e Índia, observando e aprendendo costumes e lendas desses povos. Teria, inclusive, estado no Brasil.

Sua morta fora em batalha, em 1921, na Arábia Central, e seus livros supostamente escritos em árabe e traduzidos para o português pelo professor Breno Alencar Bianco, também um personagem fictício.

O pseudônimo Malba Tahan tornou-se tão famoso que o presidente Getúlio Vargas concedeu permissão para que o nome aparecesse estampado na carteira de identidade de Júlio César, que escreveu cerca de 120 obras, incluindo contos, romances, histórias matemáticas, textos didáticos sobre esta disciplina etc. Algumas foram publicadas com seu nome verdadeiro, outras sob pseudônimo. Seu livro preferido era “A sombra do arco-íris”, mas sua obra mais famosa é “O homem que calculava”, traduzida para várias línguas e que vendeu mais de dois milhões de exemplares só no Brasil. Está na 42ª edição.