Alunos de Mandarin do CELEM/CEP escrevem em “pin yin” 16/07/2010 - 12:00

Alunos de Mandarin do CELEM/CEP escrevem em “pin yin


A Coordenação do Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM) do Colégio Estadual do Paraná (CEP) juntamente com os alunos e a professora do Curso Básico de Língua Mandarin (chinês), ofertado no CEP desde 2005, realizaram atividades referentes a produção escrita em Língua Mandarin, isto é, atividades relacionadas a “escrita nanquin”. Finalizando as atividades do 1° semestre, os alunos do referido Curso orientados pela professora Liao Peng Hsiu Chen tiveram aula expositiva acerca do processo de produção escrita do idioma de estudo, exercitando e produzindo frases.


Para o Coordenador do CELEM/CEP, “atividades como esta demonstram o quanto os professores estão engajados na sua prática docente e a partir disto acabam motivando ainda mais os alunos e consequentemente despertando o gosto pelos estudos e a vontade de aprender cada vez mais”.


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O QUE SIGNIFICA “MANDARIN”? O termo "mandarin" nasceu das relações comerciais entre portugueses e chineses no início do século XVII. Os comerciantes lusitanos aportavam nas cidades chinesas em busca de chá, seda e outros artigos exóticos, e tratavam com funcionários determinados pelo governo imperial da China. Seus subordinados eram proibidos de entrar em contato com os forasteiros, e assim o comércio era feito apenas com os chineses que mandavam, e assim o idioma utilizado por estes funcionários ficou conhecido como "mandarin" no ocidente. Outra versão largamente difundida para a origem da palavra é que ela viria originalmente do hindi "mantri", significando "conselheiro", "ministro de estado", passando então ao malaio "mantri", e então ao português "mandarim" e, a partir do português, foi assimilada por outras línguas europeias, incluindo o inglês, onde o registro do primeiro uso da palavra "mandarin" data de 1589. O mandarim possui 80.000 (oitenta mil) caracteres, chamados de hanzis, dos quais 7.000 (sete mil) são mais usados. Uma pesquisa nacional do Ministério da Educação da China mostrou que hoje em dia 94% dos chineses falam mandarin, a língua oficial do país, na China chamada de putonghua. Nada surpreendente para uma população que possui 55 minorias étnicas (10% da população em termos quantitativos), todas com seus dialetos próprios. O mandarin se tornou língua nacional da China em 1956, mas desde esta época, o país discute se forçar suas minorias étnicas a falar mandarin não seria como condená-las ao fim. Pelo visto, a resistência é forte. No Tibete, por exemplo, onde a maioria da população ainda é pobre, todos falam tibetano e só o topo da pirâmide social possui um putonghua básico. É bom lembrar que a língua é parte das manifestações culturais de um povo e, no caso do Tibete, pode bem ilustrar a resistência do povo local ao domínio da ocupação chinesa. Por sua vez, ironicamente, hoje, pelos cálculos do governo, 30 milhões de pessoas estão aprendendo chinês no mundo.


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O QUE É A TINTA NANQUIN? A tinta nanquin ou tinta da china é um material corante (tinta preta), que veio originalmente da China, preparada com negro-de-fumo (pó de sapato) coloidal e empregada especialmente para desenhos e aquarelas. Desenvolvida pelos chineses há mais de dois mil anos, é constituída de nanopartículas de carvão suspensas em uma solução aquosa. Embora normalmente nanopartículas dissolvidas em um líquido se agreguem, formando micro e macro partículas que tendem a se depositar, se separando do líquido, os chineses antigos descobriram que era possível estabilizar a tinta nanquim pela mistura de uma cola (goma arábica) na solução com pó de carvão e água. Hoje é possível entender que, ao se ligarem à superfície das nanopartículas de carvão, as moléculas de cola impedem sua agregação e, portanto, sua separação do seio do líquido.

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