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16/04/2019

A arte que transforma o barro em utilitários e objetos de decoração

A modelagem em argila é talvez a arte mais antiga do mundo. As primeiras cerâmicas que se tem notícias datam do período da Pré-história, com achados arqueológicos que mostram objetos fabricados há mais de 25 mil anos a.C. A arte de manipular o barro, a queima para transformar em cerâmica e as pinturas para finalizar os trabalhos são técnicas ainda ensinadas em aulas práticas de Modelagem em Argila, um modulado ofertado pela Escolinha de Arte do Colégio Estadual do Paraná (CEP).

A professora de Arte Lorene de George explicou que inicialmente a argila serviu para modelar utensílios que pudessem acondicionar água e alimentos. “A humanidade aprendeu a mexer com o barro e criar objetos que facilitavam o seu dia a dia. Depois, com o surgimento do fogo, os itens passaram a ser queimados e virou cerâmica, e assim ficou mais resistênte e passou a ter outras finalidades”, disse Lorene.

Como cerâmica, o material passou a ser usado na fabricação de diversos itens, que vão desde os utilitários até adornos pessoais e objetos de decoração. “Até urnas funerárias em cerâmicas compõem os acervos arqueológicos encontrados em diversas regiões do planeta”, lembrou a professora.

Na Escolinha de Arte, o curso de Modelagem em Argila existe desde 1957. “Foi um dos primeiros criados dentro deste Colégio e até hoje atrai alunos e alunas de todas as idades”, afirmou.

CRIATIVIDADE - O curso é livre e gratuito para estudantes do Colégio e também aberto para a sociedade em geral. A professora Graciela Müller, também do curso de Modelagem em Argila, explicou que os participantes trazem suas próprias ideias e desejos. “Os professores orientam e direcionam os alunos para as técnicas apropriadas, além de promover a familiarização com os instrumentais que serão usados em seus projetos”, afirmou.

Para isso, a Escolinha de Arte do CEP disponibiliza argila específica para modelagem, além de espátulas, carimbos, rolos, guias e outros instrumentais que se descobre no meio do processo. “Usamos agulhas de tricô e crochê, hastes de remoção de cera, palitos para limpar os dentes, instrumentos odontológicos e outros materiais que vão aparecendo para compor o arsenal usado neste tipo de artesanato”, lembrou a professora.

A queima dos objetos é feita em forno de alta temperatura, manipulado apenas por professores para segurança dos aprendizes. “Mostramos o funcionamento do forno que atingem temperaturas de 600°₢ a 1000°₢ para o cozimento completo, mas apenas os professores manipulam os materiais nesta fase”, garante. “É necessário pelo menos 24 horas para o resfriamento completo das peças, que ficam prontas para receber acabamento com tintas óleo, guache ou esmaltadas”, acrescentou.

Depois de finalizadas, as peças ainda podem ser reaproveitadas em outros modulados, como por exemplo, no de Pintura em Cerâmica; no de Técnicas de Desenhos e no de Técnicas de Pinturas. Algumas ainda podem ganhar destaque no acervo de arte do Colégio.

A estudante Beatriz Cordeiro, do 1° Ano do Ensino Médio, conta que aos poucos está dando vazão à sua imaginação. “Meu primeiro objeto foi uma capivara, um animal típico da nossa região. Agora estou fazendo uma vaso que será usado para plantar flores e decorar a casa da minha família”, disse a aluna.

A cada ano, o curso de Modelagem em Argila tem em média 35 estudantes. As aulas acontecem nas segundas-feiras (manhã e tarde); terças-feiras (manhã) e nas quartas-feiras (manhã, tarde e noite). As práticas são desenvolvidas nas salas da Escolinha de Arte, no subsolo do prédio central.

Para saber mais, acesso MODULADOS DA ESCOLINHA DE ARTE

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Fonte: Zac Lucatelli - Assessoria de Imprensa

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