Sociologia - Ensino Médio


“Se existe uma ciência das sociedades, é de se desejar que ela não consista simplesmente numa paráfrase dos preconceitos tradicionais, mas nos faça ver as coisas de maneira diferente da sua aparência vulgar; de fato, o objeto de qualquer ciência é fazer descobertas, e toda descoberta desconcerta mais ou menos as opiniões herdadas.”

(Émilie Durkheim – As regras do método Sociológico, 1895)

“Não é a consciência dos homens que determina o seu ser social, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência.”
(Karl Marx – A Ideologia Alemã, 1846)

"A ciência (seja ela qual for) não pode propor fins à ação prática. (...) Uma ciência empírica não está apta a ensinar a ninguém aquilo que ‘deve’, mas sim, apenas aquilo que ‘pode’ e – em certas circunstâncias – aquilo que ‘quer’ fazer.”
(Max Weber – Ciência e Política: duas vocações, 1920)

Índice


Apresentação da disciplina
O ensino da Sociologia: da escola média à universidade Brasileira
A Sociologia no Ensino Médio do Paraná
EMENTA DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA –COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ
Livros Didáticos e SOBRE METODOLOGIA DO ENSINO DE SOCIOLOGIA
LISTA DE FILMES -COORDENAÇÃO DE SOCIOLOGIA
Referências Bibliográficas PARA O(A) PROFESSOR(A)


Apresentação da disciplina


Desde que se constituiu como saber científico no século XIX a Sociologia vem contribuindo para que se conheça a “estruturação” (estrutura e ação social) da sociedade e como ocorrem as relações sociais no meio em que vivemos. O objetivo primeiro da Sociologia é conhecer e explicar a dinâmica das relações sociais que se estabelecem no interior dos grupos e as maneiras pelas quais os diversos grupos interagem entre si. Como disciplina curricular o objetivo geral da Sociologia é levar o aluno a pensar a realidade social da qual faz parte, desenvolvendo uma consciência de que toda sociedade é uma construção histórica e não uma fatalidade regida por “leis naturais”, podendo ser construída e reconstruída segundo as necessidades dos grupos e sujeitos ou atores sociais. O estudante de Sociologia no Ensino Médio deve além de interpretar o mundo, sentir-se capaz de transformá-lo ou de, no mínimo, percebê-lo como passível de transformação.

Sabemos que o desafio maior é, sem dúvida, o conhecimento em si, função precípua do nosso colégio. Porém, de acordo com o que registra o Projeto Político Pedagógico, “a prática educativa do CEP deve levar em consideração as relações entre capital, trabalho e educação, assim como deve firmar-se em ideais comprometidos com a formação humana, tendo como base os ideais de equidade, de igualdade, de ética, de justiça social, de solidariedade e de democracia e não ideais discriminatórios, individualistas, de dominação e exclusão social”.

Segue abaixo trecho retirado das Diretrizes Curriculares de Sociologia elaborado pela Secretaria Estadual da Educação do Paraná (SEED-PR) em 2008, sobre história da sociologia no ensino básico no Brasil e no Paraná:

O ensino da Sociologia: da escola média à universidade brasileira


Como em outros países, a introdução da Sociologia como disciplina curricular é parte do seu processo de institucionalização, ampliando e conformando a comunidade científica pelo reconhecimento no meio acadêmico e o apelo a recursos pedagógicos, que promovem sua aceitação social e difusão do conhecimento em nível escolar. De algum modo, essa adoção curricular tende a mostrar a ênfase humanística nos estudos em diferentes níveis e momentos e a perspectiva transformadora que pode inspirar projetos de sociedade e visões políticas avançadas. Esta é uma forma de resposta das sociedades no horizonte da modernidade instalada.
Os cursos secundários abrigaram a disciplina antes da Sociologia ser considerada disciplina acadêmica em cursos do ensino superior. Numa sequência, durante a década de 1930 surgem os cursos de Ciências Sociais, no país: em 1933, na Escola Livre de Sociologia e Política (SP) em 1934, na Universidade de São Paulo em 1935, na Universidade do Distrito Federal (RJ) e, em 1938, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná. Esse lócus institucional da Sociologia acadêmica é estímulo para a produção do conhecimento e vicejam compêndios didáticos elaborados nesse período, num esforço de sistematização da nova ciência.
Contribuíram para formar um núcleo de pensamento sociológico no Brasil, os professores estrangeiros convidados, principalmente os de origem francesa, que atuaram junto aos cursos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.
Com eles, a Sociologia introduziu a investigação de campo na qual Emílio Willems foi figura de destaque em combinar a pesquisa de campo com a reconstrução histórica. As mudanças na sociedade rural e urbana com movimentos sociais pela terra, messiânicos, estudantis, operários e questões ligadas às minorias indígena, negra e migrante, e às transformações institucionais, como o Estado, a religião, a educação, chamaram a atenção dos pesquisadores. A criação dos cursos superiores de Ciências Sociais possibilitou o desenvolvimento da pesquisa sociológica e a formação de quadros intelectuais e técnicos para pensar o país e dar suporte às políticas públicas durante o Estado Novo.
A Sociologia ingressa primeiramente no sistema de ensino, em 1891, com a reforma educacional protagonizada por Benjamin Constant, e aparece sob o título de Sociologia e Moral, pré-formatado pelo espírito positivista reinante na ciência e na sociedade. Durou apenas um ano como disciplina obrigatória.
Antes disso, as menções à nova ciência eram ocasionais à obra de Comte, nas Escolas da Marinha e Politécnica, nas Faculdades de Medicina e, sobretudo, nas de Direito. O reaparecimento da Sociologia ocorre duas décadas depois, em 1925, quando a Reforma Rocha Vaz passou a exigi-la como conteúdo avaliado nas provas de ingresso às faculdades. Tal exigência, afirma Meucci (2008), fez com que a Sociologia estivesse na grade de disciplinas de nível secundário, de 1926 a 1929, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, reconhecidamente modelar entre instituições públicas e privadas.
Também, em meados da década de 1920, a Sociologia integrou o currículo para a formação de educadores primários e secundários dos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco. A centralização do sistema educacional no país e a reforma do ensino levam a Sociologia aos chamados cursos complementares, de preparação dos estudantes para estudos superiores nas áreas de Direito, Ciências Médicas, Engenharia e Arquitetura. Com a Reforma Capanema, em 1942, desaparece essa participação, que repercutiu sobre a produção de livros didáticos à época.
Todas as vezes que a Sociologia deixa de ser disciplina obrigatória, ausenta-se da formação educacional básica e evidencia-se a desconsideração para com essa área de conhecimento e forma de interpretação da realidade social.
A Sociologia Geral e/ou Sociologia da Educação permanecem como programas, a partir dos anos 1940, apenas nos currículos das Escolas Normais. O vínculo entre a educação e a Sociologia mostra que as escolas normais foram redutos importantes para a disseminação do conhecimento sociológico, como argumenta Guelfi (2001). A formação de professores para o ensino secundário foi, sem dúvida, o fator de consolidação da Sociologia como disciplina curricular.
A exclusão da Sociologia na formação geral dos estudantes de nível secundário resultou em intenso debate no país, envolvendo especialistas da área, entre os quais Antonio Cândido, Luiz Costa Pinto e Florestan Fernandes, enquanto Afro do Amaral Fontoura faz a adequação do conteúdo de compêndios anteriores para as novas condições da disciplina no ensino médio e publica Introdução à Sociologia (1948). A educação se apresenta como o processo socializador por excelência, mas depende formalmente da vontade política dos dirigentes e aqui se coloca a questão dos avanços e retrocessos frequentes no processo de adoção da Sociologia no sistema formal de ensino. Essa intermitência diz respeito ao processo político na escolha das disciplinas formativas e culturais.
A introdução da Sociologia no sistema amplo de ensino aliada ao interesse do mercado pela publicação de livros didáticos permitiu a constituição de um conjunto de manuais, focalizados na especificidade do objeto e do método da Sociologia, segundo Meucci (2008). Entre os autores da década de 1930, Delgado de Carvalho destacou-se por ter publicado: Sociologia, Sociologia e Educação, Sociologia Educacional, Sociologia Experimental e Práticas de Sociologia.
Nas duas primeiras décadas do século XX, são raros os manuais de Sociologia. Nessa literatura, encontram-se autores como Paulo Egydio de Carvalho, estudioso das ideias de Durkheim, e Francisco Pontes de Miranda, ambos juristas e autores de Contribuição para a história philosophica da sociologia e Sistema de ciência positiva do direito, respectivamente. Dirigidos mais ao público de cursos de graduação são também os livros de Donald Pierson, Teoria e Pesquisa em Sociologia, e de Gilberto Freyre, Sociologia: uma introdução aos seus princípios, editados em 1945, logo após o término da obrigatoriedade do ensino da Sociologia no nível médio e o início de cursos de pós-graduação em Ciências Sociais.
No Brasil, um movimento no âmbito da educação com representantes na Europa (Claparède, Ferrière, Montessori) e nos Estados Unidos (Dewey) foi o Escola Nova, confluência de várias correntes de pensamento, presente nas reformas educacionais do país, nos anos 1920, e sistematizado, em 1932, com a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. Entre os sociólogos, foram signatários deste documento, o educador Fernando de Azevedo (1894-1974) e o professor e ensaísta Antônio Carneiro Leão (1887-1966), conforme Meucci (2008).
O primeiro foi diretor da Editora Nacional e é considerado o principal introdutor das concepções de Durkheim, no Brasil, sobretudo da capacidade integradora da educação; o segundo foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Pedagógicas.
Embora fosse largo o espectro ideológico das disputas políticas no meio intelectual, a Sociologia positiva prevalecia no ensino e nos manuais, em correspondência à tendência educacional conservadora e reformista. À ampliação da rede pública de escolas e eliminação do ensino religioso que os escolanovistas defendiam contrapôs-se a defesa do ensino privado e a manutenção do ensino religioso nas escolas públicas por parte dos intelectuais católicos, posições essas fundamentadas sociologicamente. Considerada um problema social, a educação passa a receber tratamento analítico e à Sociologia caberia a atribuição de recuperar a função da educação na sociedade.
A registrar, o papel de destaque que exerceram os pensadores sociais e autores de livros didáticos de Sociologia: foram docentes, engajaram-se em lutas sociais, ocuparam cargos públicos, foram responsáveis pela fundação de instituições de ensino e pesquisa, além da defesa de um sentimento nacional que os comprometeu com a ação educacional. Ainda que com certa defasagem entre o conteúdo enciclopédico e conceitual-formal dos compêndios, a expectativa de seus autores era de que o conhecimento sociológico, originário da observação empírica, permitisse a transformação da realidade sobre bases concretas. A Sociologia era, pois, compreendida como uma novidade na vida intelectual, afirma Meucci (2008), fato que contrastava com o idealismo imobilista da perspectiva jurídica.
O ambiente democrático da política nacional durante a década de 1950 e parte dos anos 60 trouxe a Sociologia presente nos cursos superiores de Ciências Sociais, e também no currículo de outros cursos graças à expansão das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras. No ensino médio, entretanto, sua inserção não se fez permanente; continuou uma disciplina opcional e intermitente nos currículos.
Quando em 1962, o Conselho Federal de Educação e o Ministério de Educação publicaram os novos currículos para o Ensino Médio, a Sociologia não foi incluída entre as disciplinas obrigatórias, complementares e optativas, de acordo com Santos (2004).
Excluída das grades curriculares dos cursos secundários, no período da ditadura militar (1964-1984), a Sociologia permaneceu de forma tênue nos cursos de formação para o magistério, tendo recebido denominações diversas e conteúdos diversificados. Essa forma de não contemplar a formação dos jovens com uma disciplina como a Sociologia torna-se clara, nos programas de políticas públicas educacionais, implementados no período pela Lei n. 5.692/71, que instituía a obrigatoriedade do ensino profissional no chamado 2º grau, quando outras disciplinas foram criadas, em pretensa substituição. As disciplinas Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira e Ensino Religioso foram marcadas por um acentuado caráter ideológico de moral e disciplina.
No período da chamada transição democrática, a partir de 1982, houve movimentação social de professores e estudantes em alguns estados brasileiros e São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Pernambuco e Distrito Federal clamaram pela inclusão da Sociologia no Ensino Médio. Havia expectativa com a Constituição de 1988, mas a partir de 1989, com a promulgação das novas Constituições Estaduais, frustraram-se as possibilidades e iniciativas de a disciplina vir a ser obrigatória nos currículos escolares. Em 2001, o retorno da disciplina Sociologia foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, justificando-o pela insuficiência de profissionais para suprir a demanda de professores.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394, de 1996) abriu perspectivas para a inclusão da Sociologia nas grades curriculares, uma vez que em seu art.36, §1º, inciso III, expressa a importância do “domínio dos conhecimentos de Filosofia e Sociologia necessários ao exercício da cidadania”. Contudo, durante a sua regulamentação, o seu sentido foi alterado. As Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio apresentaram como proposta o tratamento interdisciplinar dos conteúdos de Sociologia, esvaziando sua especificidade e o caráter de obrigatoriedade. Esta nova derrota para o ensino da Sociologia impulsionou uma série de discussões e propostas de ações para reverter a situação em diferentes estados, visto que a obrigatoriedade da disciplina no Ensino Médio não estava garantida.
O Conselho Nacional de Educação aprovou, com base na Lei 9.394/96, a inclusão da Filosofia e da Sociologia no Ensino Médio, e, a partir de 2007 os Conselhos Estaduais de Educação deveriam regulamentar a oferta dessas aulas. No dia 02 de Junho de 2008, é aprovada a alteração do artigo 36 da Lei 9.394/96, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.

A Sociologia no Ensino Médio do Paraná


A década de 1980 foi pródiga em manifestações pró-inserção da disciplina de Sociologia no ensino médio, em vários estados brasileiros, aproveitando o momento propiciado pela redemocratização do país. Mobilizações sociais ganham força quando carreiam ações de diferentes agentes institucionais e, no Paraná, uma campanha teve à frente o Sindicato dos Sociólogos do Estado do Paraná, envolvendo outras entidades como os órgãos estaduais de educação e as universidades, num esforço de superação do modelo curricular herdado do período da ditadura militar.
Os anos 1980 marcaram um longo ciclo de reformas do sistema de ensino da Educação Básica e os debates e encontros realizados em Londrina e Curitiba, visavam o retorno do ensino de Sociologia e Filosofia no novo currículo do Ensino Médio, como defendido no 1º Seminário Estadual de Reorganização do Ensino nos níveis Fundamental e Médio, realizado em 1983, relata Silva (2006).
No horizonte das discussões dessas ações políticas estavam a intermitência na trajetória da Sociologia como disciplina no currículo de escolas de Ensino Médio, sujeita às reformas educacionais implementadas pelo governo federal, e a regulamentação da profissão de sociólogo. No entanto, o curso de formação da identidade social da Sociologia, sua constituição e manutenção como disciplina no Ensino Médio, certamente foi afetado por sua fraca institucionalização no meio acadêmico paranaense, analisa Oliveira (2006).
Com a conclusão, em 1988, da Proposta de Reestruturação do 2º grau no Paraná, implementada em 1990 oficialmente, a Sociologia não chegou a ser considerada disciplina obrigatória e às escolas foi dada a prerrogativa de implantá-la ou não.
Em 1991, foi implantada proposta de conteúdos e metodologias para a Sociologia da Educação nos cursos de magistério da rede estadual, elaborada anteriormente em ação conjunta da Secretaria de Educação do Estado e a Universidade Federal do Paraná. Essa decisão influenciou professores de Sociologia da modalidade de Educação Geral do Ensino Médio, uma vez que não havia um documento nesta linha.
Qualquer movimentação em defesa da Sociologia é dependente das instâncias gestoras da política educacional em nível federal e estadual, por isso a Secretaria Estadual de Educação (SEED), de 1991 a 1994, desenvolveu ações para fortalecer a Sociologia; um exemplo é a realização de concurso público para o ensino da Sociologia, em 1991, cujo resultado foi um baixo número de inscritos e aprovados, afirma Silva (2006). Diversos seminários e fóruns de discussão foram realizados em conjunto, professores de escolas de 2º grau da rede pública e privada estadual e professores universitários da área de Ciências Sociais.
Outro indicativo deste direcionamento institucional em prol da Sociologia é a elaboração entre 1993 e 1994 de uma proposta de conteúdos, como a diretriz estadual para a Sociologia, sob a responsabilidade de técnicos pedagógicos do Departamento de Ensino de 2º grau da SEED (DESG) com a consultoria de professores de diferentes instituições de Ensino Superior, entre elas: FE-USP; UFSC e UFPR. A proposta, finalizada em 1994, deveria ser disponibilizada para as escolas no ano seguinte, mas alterações políticas no estado impediram esse processo.
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) é promulgada em 1996 e reabre o debate sobre a inclusão da Sociologia no Ensino de 2º grau, que ganhou âmbito nacional.
Poucas escolas no Paraná ofertavam a disciplina em seu programa, uma vez que a autonomia das escolas trazia flexibilidade para que cada estabelecimento de ensino criasse novas disciplinas e as incluísse nas respectivas matrizes curriculares.
Nesse contexto foi criado, em 1998, na Universidade Estadual de Londrina, um projeto de extensão denominado “A Sociologia no Ensino Médio”, que resultou na implementação da disciplina em todas as escolas do Núcleo Regional da Educação de Londrina no ano de 1999. A experiência, entretanto, não se estendeu às escolas do restante do estado e a presença da Sociologia nos currículos continuou instável.
Se, em 1997 e 1998, a disciplina foi incluída na base nacional comum dos currículos e introduzida também nas escolas estaduais paranaenses, em 2000, a determinação da diminuição da carga horária total das aulas semanais, fez com que a Sociologia fosse uma das primeiras disciplinas a ser extinta ou a ter sua carga horária diminuída. Em 2001, a Sociologia foi retirada da base nacional comum e voltou a compor a parte diversificada do currículo escolar, reduzindo em cerca de 30 a 40% o número de escolas que ofertavam a disciplina, analisa Silva (2006).
Apesar de todos esses reveses, em 2002 e 2003, a disciplina de Sociologia se manteve em 50% das escolas paranaenses que, a partir de 2005, recebem professores concursados em 2004. Houve um aumento gradativo do número de escolas que ofertavam a Sociologia, situação reforçada pela entrada de sociólogos no quadro próprio do magistério da Rede Estadual de Ensino.
A obrigatoriedade do ensino da disciplina a partir de 2007, determinada pelo Conselho Nacional de Educação, levou à inclusão da Sociologia em todas as escolas de Ensino Médio do estado. A escola é livre para determinar a série em a disciplina será ofertada, mas na instrução normativa n. 015/2006 – SUED/SEED é defendido o princípio de equidade entre as disciplinas, de modo a garantir um mínimo de duas aulas semanais para todas as disciplinas nas séries em que são ofertadas.
A Sociologia não desenvolveu ainda uma tradição pedagógica, havendo insuficiências na elaboração de reflexões sobre como ensinar as teorias e os conceitos sociológicos, bem como dificuldades na delimitação dos conteúdos pertinentes ao Ensino Médio. Por ter se mantido como disciplina acadêmica nos currículos de Ensino Superior, a tendência tem sido a reprodução desses métodos, sem a adequação necessária à oferta da Sociologia para os estudantes do Ensino Médio.
Há premência em se dispor de traduções de textos de autoria dos clássicos da Sociologia e de trabalhos mais recentes de pesquisadores nacionais, – por já ter avançado a produção sociológica nos programas de pós-graduação, – bem como de livros e outros recursos que veiculem uma metodologia pedagógica específica para as Ciências Sociais. O uso de livros didáticos e materiais de apoio pedagógico, especialmente elaborados para a disciplina no Ensino Médio não deve dispensar leituras complementares, críticas e ilustrativas.
A trajetória do ensino da Sociologia, tanto em nível estadual quanto nacional, caracterizada pela descontinuidade e desvalorização, deixou marcas que dificultam a consolidação dessa disciplina no currículo escolar. No âmbito institucional, projetos e parcerias que contemplem a atuação conjunta e mais integrada dos cursos do Ensino Médio e as licenciaturas em Ciências Sociais existentes no estado do Paraná, trariam vitalidade intelectual a ambos os níveis de ensino.


EMENTA DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA


COORDENAÇÃO DE SOCIOLOGIA – Ano Letivo: 2013


Coordenadores:

Profº Affonso Cardoso Aquiles (Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais pela UFPR e Mestre em Sociologia pela UFPEL).

Profº Ney Jansen Ferreira Neto (Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais pela PUC-SP e Mestre em Sociologia Política pela UFSC).


Conteúdos estruturantes: Ensino Médio e Técnico Integrado

1º ano


. Introdução à Sociologia

. Introdução às Teorias Sociológicas Clássicas

. Estrutura Social e Desigualdades sociais

2º ano


. Mundo do trabalho, Capitalismo e Globalização

. Cultura e Sociedade

. Sociologia Brasileira

3º ano


. Poder, Política e Ideologia

. Direitos, Cidadania e Movimentos Sociais


1º ANO


Conteúdos estruturantes do 1º semestre:

. Introdução à Sociologia

. Introdução às Teorias Sociológicas Clássicas


Objetivos:

. Discutir os conceitos de “socialização” e “sociedade”;

. Discutir o conceito de “instituições sociais”. Apresentar algumas instituições sociais (família, escola, trabalho, Estado/governo e Igreja/Religião) como formas de organização social historicamente condicionadas, não naturais e permeadas por relações de poder;

. Apresentar aos alunos o contexto histórico da formação da sociologia, a sociologia enquanto “filha da modernidade” (filha do iluminismo, da revolução industrial, e da revolução francesa), apresentar a sociologia na visão “positivista” de seu fundador, Augusto Comte;

. Apresentação dos conceitos e pressupostos das teorias sociológicas clássicas: Durkheim (“grupos sociais”, “fatos sociais”, “consciência coletiva”), Weber (as tipologias da “ação social” e a “racionalização do mundo”) e Marx (“luta de classes”, exploração no capitalismo, a “concepção materialista da história”).


Conteúdos estruturantes do 2º semestre:

. Estrutura Social e Desigualdades sociais


Objetivos:

. Explicitar a diferença entre “diferenças sociais” e “desigualdades sociais”;

. Apresentar o conceito de “estrutura” e “estratificação social” (castas, estamentos e classe social);

. Apresentar o conceito de “classe social“ em Weber e Marx;

. Explicar a origem do “capitalismo” e do “proletariado”, solicitar leitura pelos alunos do “Manifesto Comunista” de Marx e Engels;

. Discutir a gênese de algumas das desigualdades sociais no Brasil:

a “questão agrária“ no Brasil (o latifúndio, a concentração de terras e suas consequências sociais, econômicas e ambientais) e

a “questão urbana“ no Brasil (o processo de urbanização e o início do capitalismo no Brasil, a visão das “classes perigosas” através da marginalização social de pobres e negros via teorias da “eugenia” e do “higienismo social”, o processo de favelização no Brasil);



2º ANO



Conteúdos estruturantes do 1º semestre:

. Mundo do trabalho, capitalismo e globalização


Objetivos:

. Apresentar as diferentes concepções de “trabalho” ao longo da história (Antiguidade, Idade Média, Capitalismo) e apresentar as concepções de “trabalho” e “divisão social do trabalho” em Durkheim, Weber e Marx;

. Reflexão sobre os conceitos de “mais valia” e a diferença entre “valor” e “preço”;

. Discutir as relações de trabalho no Brasil: transformações e permanências no mundo do trabalho e no mercado de trabalho no Brasil do final do sec. XIX ao sec. XXI;

. Discutir as mudanças no mundo do trabalho analisadas pela sociologia (Fordismo-Taylorismo, Toyotismo, emprego/desemprego e qualificação profissional);

. Reflexão sobre a gênese e o conceito de “globalização” e “divisão internacional do trabalho”;

. Relacionar “mundo do trabalho” e “mundo do capital” (cartéis, trusts, holding’s, o poder dos bancos e do sistema financeiro no capitalismo atual);


Conteúdos estruturantes do 2º semestre:

. Cultura e Sociedade

. Sociologia Brasileira


Objetivos:

. Apresentar os conceitos de “cultura” e “diversidade cultural” para as ciências sociais;

. Apresentar o conceito de “capital cultural” de Pierre Bourdieu;

. Apresentar a origem do “darwinismo social” e do “evolucionismo social” relacionando com a gênese das teorias racistas e do “colonialismo” modernos;

. Discutir a chamada “questão racial no Brasil” e a integração do negro na sociedade de classes;

. Discutir “identidade cultural e nacional brasileira”: a formação do ideário de “nação” e de “povo brasileiro”, os símbolos nacionais, a questão das mudanças e transformações sociais no Brasil;

. Introduzir a algumas das interpretações sociológicas sobre o Brasil: análises e leitura de trechos de alguns pensadores brasileiros como Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, Victor Nunes Leal, Florestan Fernandes;

. Discutir a origem das diferenças entre “cultura erudita” e “cultura popular” e os conceitos de “indústria cultural” / “cultura de massa”;

. Discutir as relações entre cultura e ideologia: dominação e controle, meios de comunicação, relações entre mídia e política;

3º ANO



Conteúdos estruturantes do 1º semestre:

. PODER, POLITICA E IDEOLOGIA


Objetivos:

. Explicitar os conceitos de “poder”, de “dominação” (e a diferenciação weberiana dos tipos de dominação: carismática, tradicional e racional-legal), “política” e “participação política”,

. Discutir e diferenciar “democracia direta” de “democracia representativa”, discutir democracia versus autoritarismo;

. Explicitar as origens -e diferenças- dos partidos políticos modernos;

. Apresentar as diferenças entre “Estado”, “nação” e “governo”;

. Apresentar a origem do “Estado nacional moderno”: a ideia de “contrato social” como fundamento jurídico e filosófico da formação do Estado moderno (Hobbes: a soberania do Estado; Locke: a divisão de poderes e os direitos do cidadão; Rousseau: a República e a democracia como bem comum);

. Explicitar o conceito de “ideologia” e a relação entre ideologia, poder político e poder econômico;


Conteúdos estruturantes do 2º semestre:

. DIREITOS, CIDADANIA E MOVIMENTOS SOCIAIS


Objetivos:

. Apresentar os conceitos de “cidadania”, “direitos” (civis, sociais e políticos);

. Discutir direitos e cidadania no Brasil;

. Fazer referência a algumas importantes revoluções e transformações sociais e políticas nos séculos XX e XXI;

. Apresentar os conceitos de “esquerda” e “direita” no vocabulário da política,

. Discutir as diferenças entre “liberalismo” e “socialismo”, “Estado de bem estar social” e “Estado neoliberal”;

. Definição de “movimentos sociais”, clássicos e contemporâneos, apresentar e estudar alguns dos movimentos sociais (movimento sindical, movimento sem terra, movimento estudantil, movimento ambientalista, movimento feminista e de gênero, movimento negro).



Livros Didáticos e SOBRE METODOLOGIA DO ENSINO DE SOCIOLOGIA



BOMENY, Helena e FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. FGV. Editora do Brasil: São Paulo, 2010.

BRIDI, Maria Aparecida; ARAÚJO, Silvia Maria de; e MOTIM, Benilde Lenzi. Ensinar e Aprender Sociologia. Contexto: São Paulo, 2009.

COSTA, Cristina. Introdução à Sociologia. Moderna: São Paulo, 2006.

MEKSENAS, Paulo. Sociologia. Cortez: São Paulo, 1994.

MORAES, Amaury Cesar (org). Sociologia. Ensino Médio. Coleção Explorando o Ensino. MEC: Brasília, 2010.

OLIVEIRA, Luiz Fernandes de e COSTA, Ricardo Cesar Rocha da. Sociologia Para Jovens do Século XXI. Imperial Novo Milênio: Rio de Janeiro, 2007.

OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. Ática: São Paulo, 2004.

SECRETARIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ (SEED-PR). Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná. Sociologia. 2008.

SECRETARIA ESTADUAL DA EDUCAÇÃO DO PARANÁ (SEED-PR). Livro Didático Público. Sociologia.

TOMAZZI, Nelson Dácio. Sociologia Para o Ensino Médio. Saraiva: São Paulo, 2010.


LISTA DE FILMES INDICADOS



Adeus Lênin (Alemanha, 2003)

Sinopse: O filme faz uma reflexão divertida sobre um jovem que vivencia a queda do Muro de Berlim em 1989 pondo fim as 2 Alemanhas, a comunista e a capitalista. Neste contexto sua mãe, que era uma entusiasta do regime na Alemanha Oriental, sofre um acidente e só recupera sua consciência quando a Alemanha Oriental não existe mais. Determinado a não contar a verdade para a sua mãe por recomendações médicas, o dilema do jovem permite o filme abordar os valores e os dilemas presentes na sociedade capitalista em conflito com os da sociedade socialista que deixava de existir.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


A Onda (Alemanha, 2008)
Sinopse: Baseado numa historia real numa escola nos EUA nos anos 1960. O filme trata de um professor que faz uma arriscada experiência pedagógica com os alunos na criação de um movimento autoritário. Sem perceber, os alunos e o professor reproduzem os mecanismos do nazi-fascismo. Quando alguns percebem era tarde demais. O filme permite relacionar com os pressupostos de Durkheim sobre o poder do coletivo sobre os indivíduos no condicionamento de valores, normas e regras, na criação de mecanismos de solidariedade social, na formação de uma consciência coletiva e a coercitividade contra quem não faz parte do grupo social.

Conteúdo Estruturante: Teorias Sociológicas Clássicas (Durkheim)


A Revolução dos Bichos (EUA, 1999)
Sinopse: Baseado no clássico livro de George Orwell, numa analogia a revolução russa, em que os animais representam os trabalhadores e os humanos os capitalistas. Após a revolução, um grupo de animais (os porcos, analogia com o stalinismo) acaba com a democracia e se transforma num estrato social com privilégios, corrompendo os ideais da revolução.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia.


Capitalismo: uma história de amor (EUA, 2009)
Sinopse: O documentário de Michael Moore trata das consequências do sistema capitalista como uma engrenagem de se criar dinheiro às custas da população mais pobre. No início é mostrado como funcionava o sistema financeiro em Roma para depois comparar com os Estados Unidos. O filme mostra o descaso das empresas privadas com os funcionários ao tomarem posse das indenizações quando estes falecem, deixando as famílias sem receber os seguros de vida. A crise financeira também é mostrada quando milhares de famílias tornam-se prisioneiras dos empréstimos e dividas com os bancos e programas do governo, graças a juros exorbitantes levando-as a serem expulsas de suas casas, enquanto corretores aproveitam para revender as mesmas casas.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Che (EUA, França, Espanha, 2008)

Sinopse: Filme sobre a ação do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara que já possuía ideais socialistas quando encontra-se com militantes cubanos exilados e decide juntar-se a eles nos preparativos revolucionários. O filme aborda os períodos de chegada a Cuba, de acampamento e apoio dos camponeses, de combate contra as forças da ditadura de Fulgêncio Batista, da chegada da guerrilha as cidades e a tomada do poder pelos revolucionários em 1959.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Siko: SOS saúde (EUA, 2007)
Sinopse: Documentário de Michael Moore mostra o deficiente sistema de saúde nos EUA. A crítica é a inexistência de um sistema público e estatal bem como às seguradoras de saúde que lucram bilhões sem oferecerem serviço adequado, mesmo para aqueles que pagam em dia. Quem não tem acesso a esse sistema privado morre sem atendimento. O filme faz uma excursão para outros países como Cuba, Canadá, Inglaterra e França para comparar seus sistemas de saúde com os dos EUA. Além de mostrar como as empresas de saúde fazem loby com o Congresso e a presidência da República para se impedir que seus lucros sejam reduzidos, é evidenciado o fato de que cerca de 40 milhões de pessoas no país mais rico do mundo não tem acesso à cobertura de saúde.

Conteúdo Estruturante: Poder Politico e Ideologia


Corporation (EUA, 2003)
Sinopse: Documentário que denuncia o poder das Corporações modernas, sua origem e influência sobre nossas vidas, além das relações que estas estabelecem com os Estados, tornando-se os espaços de grande poder no mundo capitalista globalizado.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Diários de Motocicleta (EUA, Brasil, Argentina, 2004)
Sinopse: Filme retrata a historia real do jovem médico argentino Ernesto Guevara antes de se tornar o Che. Com o amigo Alberto Granado, decide percorrer a América do Sul de moto e passará a se deparar com varias realidades de exclusão social e exploração dos povos no continente. Esta viagem contribuirá para Ernesto Guevara fortalecer suas convicções humanistas e depois socialistas de unidade dos povos latino-americanos contra a exploração capitalista.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Fahrenheit 11-09 (EUA, 2004)
Sinopse: Documentário de Michael Moore sobre o contexto do 11 de setembro. As relações entre o governo Bush e as indústrias de petróleo e armamentistas. O papel da grande mídia de massa nos EUA na manipulação da informação, na aceitação da eleição fraudada de Bush e na divulgação da ideologia do medo para se justificar a invasão no Afeganistão e no Iraque. As motivações da ida dos jovens para a guerra, as mortes e o desespero.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Germinal (França, 1993)

Sinopse: Baseado no clássico romance do século XIX de Emilio Zola retrata a intensa exploração nas minas de carvão na França no século XIX, as tentativas de organização dos trabalhadores, apresentando as diferenças nos modos de vida das famílias operárias e burguesas. Os operários de minas (incluindo crianças) acordavam de madrugada e iam trabalhar sob péssimas condições. Nas minas não existia nenhum equipamento de proteção, principalmente máscaras, iluminação apropriada, estacas de madeiras que suportassem o solo, para não haver desmoronamento (o que era frequente acontecer). Ocorre então os enfrentamentos entre os empregados e os empregadores.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho, Estrutura Social e Desigualdade Social


Jango (Brasil, 1984)
Sinopse: Este documentário histórico de Silvio Tendler mostra as articulações entre militares e civis, o papel dos EUA com a operação “Brother Sam”, que levaram ao golpe de Estado de 1964 e a implantação da ditadura militar no Brasil.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia e Movimentos Sociais


Linha de Montagem (Brasil, 1978-80)
Sinopse: Documentário histórico sobre a greve dos trabalhadores do ABC paulista entre 1978-80 feito na época dos acontecimentos. Revoltados com os baixos salários, péssimas condições de trabalho e o alto custo de vida, trabalhadores decidem parar as maquinas e realizam uma das maiores greves do Brasil tendo que enfrentar a intervenção da ditadura militar contra o sindicato e sua Lei de Segurança Nacional e a policia de Maluf, governador de São Paulo a época. As assembleias gigantescas, as reuniões e mobilizações são retratadas. Desponta a figura de Lula como grande líder da greve.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho e Movimentos Sociais


Muito Além do Cidadão Kane (Inglaterra, 1993)
Sinopse: Documentário narra a historia da Rede Globo de Televisão, produzido por uma TV inglesa em 1993. O titulo “Além do Cidadão Kane” era uma alusão a um personagem (Charles Foster Kane) do escritor Orson Wells, inspirado no magnata do império das comunicações nos anos 1940 nos EUA, William Hearst. O fundador da TV Globo, Roberto Marinho, é comparado a Hearst. O documentário mostra a relações da Rede Globo com a ditadura militar, com o grupo americano Time Life, além da participação da Rede Globo em fraudes de eleições, coberturas parciais e no apoio a ditadura.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


Notícias de Uma Guerra Particular (Brasil, 1998)
Sinopse: Este premiado documentário retrata a violência urbana gerada pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Um rico material de depoimentos com declarações de traficantes, policiais e moradores. São abordados nesse documentário questões como a ação violenta da policia, as motivações dos jovens para entrar no tráfico, as armas, o conluio entre setores da policia e do tráfico, a visão dos moradores sobre o conflito, a exclusão social de pobres e negros.

Conteúdo Estruturante: Desigualdades Sociais no Brasil


O Corte (França, 2005)
Sinopse: Este filme é uma ficção divertida mas que aborda a real situação do desemprego estrutural nos dias atuais. Um engenheiro de produção que trabalhava numa empresa há vários anos é demitido mesmo possuindo um currículo exemplar. Após receber uma carta de recomendação, este funcionário que dedicou sua vida para a empresa se vê no desespero por não conseguir emprego, mesmo possuindo um excelente currículo e qualificação profissional. O ex-funcionário toma então a decisão de eliminar fisicamente seus concorrentes ao abrir uma caixa postal para receber currículos de seus concorrentes e ir atrás dos mais qualificados como ele. No entanto, diversas histórias desenrolam-se no caminho.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho


O Espetáculo Democrático (Brasil, 2003)
Sinopse: Documentário feito por estudantes de jornalismo da USP em 2003 cobrindo a grande mobilização de massa e as expectativas para a posse de Lula na presidência da Republica em 2003. O documentário passa a comparar as mudanças nos discursos políticos-ideológicos do PT nas campanhas de 1989 a 2002, o uso da mídia e do marketing na politica, além de entrevistas com políticos como Paulo Maluf, os ex-presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Conteúdo Estruturante: Poder Político e Ideologia


O Povo Brasileiro (Brasil, 1997)
Sinopse: Excelente documentário baseado no livro de Darcy Ribeiro, com participação do autor e de personalidades como Gilberto Gil, Tom Zé, Chico Buarque, entre outros. O documentário conta a historia da formação do povo brasileiro a partir de suas 3 matrizes étnicas (portuguesa, africana e indígena) e as diferenças regionais no Brasil. Cada capitulo tem cerca de 30 minutos e faz referencia a determinados capítulos do livro de Darcy Ribeiro.

Conteúdo Estruturante: Cultura e Sociedade


Panteras Negras (EUA, 1995)
Sinopse: Baseado na historia real do Partido dos Panteras Negras nos anos 1960-70, organização revolucionaria do povo negro explorado e marginalizado nos EUA, no contexto da luta pelos direitos civis. O enredo gira em torno da ação de dois lideres do movimento, Boby Seale e Huey Newton, no crescimento e apoio aos Panteras nas comunidades e a forte repressão empreendida pela CIA e o FBI.

Conteúdo Estruturante: Poder Politico, Ideologia e Movimentos Sociais


Pão e Rosas (EUA, México, 2000)
Sinopse: Maya é uma imigrante mexicana ilegal que vai para Los Angeles encontrar sua irmã Rosa para trabalhar com ela como faxineira num luxuoso prédio de escritórios. Submetida a exploração com salários baixos e humilhações, Maya encontra Sam, um ativista sindical que a ajuda despertar para a luta por melhores condições de trabalho e direitos. Enquanto alguns personagens aderem ao movimento, outros tem medo de perder bolsa de estudos (Rubem), e outros ficam contra o movimento. Os personagens Maya, Sam, Rosa e Rubem adotam diferentes caminhos e decisões.

Conteúdo Estruturante: Teorias Sociológicas Clássicas (Marx)


Segunda-Feira ao Sol (Espanha, 2002)
Sinopse: Filme espanhol sobre o dilema do desemprego num cidade morta, com varias indústrias fechadas. O enredo gira em torno de um estaleiro fechado, com cerca de 200 trabalhadores demitidos que se encontram no bar para beber, recordar e lamentar. Muitos passam a viver na corda bamba, com empregos temporários, sem saber como pagarão suas contas no fim do mês. Resolvem discutir tudo isso numa manhã ensolarada de segunda-feira.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho


Tempos Modernos (EUA, 1936)
Sinopse: O clássico de Charles Chaplin e seu personagem Carlitos, numa sátira com o modelo fordista-taylorista e seu sistema de alienação e exploração do trabalhador. Os sofrimentos físicos e mentais no trabalho, a angústia do desemprego e a expectativa de uma vida melhor são também abordados no filme.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho


Terra Para Rose – O Sonho de Rose (Brasil, 1987, 2000)
Sinopse: Documentário com imagens da época (Terra Para Rose) sobre a mobilização de 1.500 trabalhadores sem terra no Rio Grande do Sul em 1985, que ocupam um latifúndio improdutivo, abordando as dificuldades nos assentamentos, as passeatas em direção a Porto Alegre para se exigir desapropriação na luta pela reforma agraria. Na segunda parte (O Sonho de Rose) o documentário passa-se 10 anos depois na região em que antes havia um latifúndio improdutivo e passa a ter uma terra distribuída coletivamente em cooperativas, após exitosa reforma agraria.

Conteúdo Estruturante: Movimentos Sociais


Um Grito de Liberdade (EUA, 1987)
Sinopse: Baseado na historia real de Steve Biko, líder da luta contra o apartheid na África do Sul e na sua amizade com o jornalista branco Donald Woods. Após a morte de Biko, Woods empenha-se em provar que o amigo havia sido assassinado, tornando-se inimigo do Estado racista sul-africano. Woods tenta então escapar ilegalmente do país. A opressão racista do governo e da policia contra a maioria negra, a exclusão social, a marginalização cultural e as justificativas baseadas em critérios raciais são brilhantemente retratadas nesse filme, além da resistência no plano politico e cultural dos negros contra a dominação da elite branca.

Conteúdo Estruturante: Cultura e Sociedade


Wall Street: Poder e Cobiça (EUA, 1987)
Sinopse: Retrata a historia de um jovem que trabalha na bolsa de valores e se aproxima de um especulador ganancioso. O jovem se vê envolvido num um mundo onde o que importa é ganhar dinheiro, mas a empresa que seu pai trabalhava como operário será atingida pelos interesses dos acionistas e especuladores.

Conteúdo Estruturante: Mundo do Trabalho, Capitalismo e Poder Político

Xingu (Brasil, 2012)
Sinopse: Filme retrata a historia dos irmãos Villas-Boas, que se aventuraram nas expedições a Amazônia a partir dos anos 1940 e se depararam com diversas civilizações indígenas, muitas das quais não mantinham contato com os brancos. Em nome do suposto progresso, terras indígenas e seus povos são exterminados por interesses de fazendeiros e madeireiros com a anuência de vários governos brasileiros. Os irmãos Villas Boas passam a defender a inédita demarcação das terras indígenas como maneira de se preservar a cultura dos povos originários no Brasil, passando a conviver com os índios. No entanto, interesses poderosos ameaçam a luta pela demarcação das terras.

Conteúdo Estruturante: Cultura e Sociedade



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