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11/05/2018

DIA NACIONAL DA MATEMÁTICA

Em 26 de junho de 2013 a Presidente Dilma Rousseff, sancionou a lei nº 12.835 instituindo oficialmente o Dia Nacional da Matemática, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 06 de maio.

No dia 06 de maio de 1895, nasceu no Rio de Janeiro, Júlio Cesar de Mello e Souza. Cursou o Ensino Fundamental e Médio, respectivamente, no Colégio Militar e Colégio D. Pedro II do Rio de Janeiro. Formou-se como professor na Escola Normal e Engenharia Civil na Escola Nacional de Engenharia, mas nunca exerceu a profissão de engenheiro.

Iniciou no magistério aos 18 anos e lecionou ao longo de sua vida no Colégio Pedro II, Escola Normal e na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Júlio era fascinado pela matemática e pela escrita e adorava contar histórias envolvendo cálculos em seus enredos. Em 1918 chegou a escrever algumas colunas para um jornal carioca sob o pseudônimo R. S. Slade, um fictício autor americano, mas não prosperou.

Como admirador da cultura árabe, apesar de não ser árabe e nem ter ido ao oriente médio, dedicou-se a estudar a língua, filosofia e a cultura geral daquela região do mundo. Inseriu tal cultura em suas obras e inclusive passou a assinar suas produções com o heterônimo Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan. A personagem fictícia ganhou verossimilhança pois até um “tradutor” para os livros, Professor Breno Alencar Bianco, também fictício foi criado. A razão da criação de tal personagem foi o fato de que naquela época um escritor com nome brasileiro não convenceria escrevendo contos árabes.

Malba Tahan nasceu em 6 de maio de 1885 na aldeia de Muzalit. Ainda jovem foi nomeado prefeito de El Medina. Estudou em Istambul e no Cairo. Recebeu uma grande herança de seu pai e passou a viajar pelo mundo.

Morreu em 1921 numa batalha em que defendia a minoria de uma região da Arábia Central. Lançou seu primeiro livro matemático em 1925: Contos de Malba Tahan. Até 1933 o público em geral desconhecia que Júlio César e Malba Tahan era a mesma pessoa. Após isso foi reconhecido como o escritor das obras de Malba Tahan e continuou usando o heterônimo. Recebeu de Getúlio Vargas autorização para inserir o pseudônimo Malba Tahan ao lado de seu nome na carteira de identidade.

“O Homem que Calculava”, seu livro mais famoso, tornou-se um best-seller que até hoje atrai inúmeros leitores. Já foi traduzido para 12 idiomas. O livro é formatado em vários contos em que em que as histórias se desenvolvem em torno do personagem Beremiz Samir, que tem uma incrível habilidade numérica. Em uma viagem até Bagdá ele vai solucionando diversas situações em que se apresentam problemas matemáticos. As histórias apresentam uma aura de fantasia permeada por enigmas empolgantes que prendem a atenção e instigam o desafio de solucionar tais situações.

Júlio César de Mello e Souza, o Malba Tahan, faleceu em 1974. Publicou 120 livros, sendo 51 deles voltados à Matemática. Já foram vendidos bem mais de um milhão de seus livros.

Para comemorar a data os professores Itamar Suckow e Sergio Luiz Alves da Silva animaram a platéia com suas histórias profissionais e com contos da obra de Malba Tahan.

 

Professores e Professoras de Matemática do CEP

Fonte: CEPCOM

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